sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Com a alma rendida

Desnudo o tempo
No néctar do teu corpo
Sumário momento
Que a tez sossega…

Os dedos tacteiam
Nas cerejas frescas da tua boca,
O aroma húmido
Onde bebo no teu cálice
Servido em rubra pigmentação…

Com a alma rendida
Na secreta harmonia
A epiderme vestida
Do doce clamor
Que embala as madrugadas
Em alvorada de mimos e ternura…

Devaneios do nosso vasto tempo
No amor que se faz cumprir
Em espíritos congénitos
Cadência pendular do provado amor…

Ana Coelho


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