segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Da vida com amor

Sempre que a tua mente
em mim pensar
aconchega o silêncio
não percas tempo
com palavras vãs…

Entrega somente
o teu sorriso
na voz serena do teu olhar,
dança nas letras
que entrego ao vento
nos anos
que consigo amar…

Acaricia
os gestos da poesia
onde verto todo o meu sondar
da memória com vida
da vida com amor…

Não decores frases
entrega-te a elas
na vertente
que as conseguires encontrar!

Condão eterno

A única voz que reconheço
é aquela que em silêncio
me despes com o olhar…

Quando os meus cabelos
tocas
com a ponta quente
dos lábios
respiro mais ardentemente…

O meu corpo é o teu suspiro
do teu faço o meu navegar
como um golfinho
em alto mar
na branca espuma das ondas
um pirata
sem lenda
que as rubras palpitações
abrigam nas emoções
de um condão eterno…

As algemas que me entregas
com as longas pestanas
acima do olhar,
quando na cama despida
os lençóis
testemunham a luta fugaz,
que é paz
na linguagem dos amantes!

A cada lua cheia

Há um cântico novo
em cada alvorada
de uma lágrima…

Nascem estrelas
a cada nova lua cheia…

Fecho os olhos
consigo conta-las
com a forma do oceano
quadros de aguarelas…

Dentro do âmago
no sonho que juntos sonhamos!

Quando o escuro se apaga
as mãos estão dobradas
num laço de precisão!

Um castelo é o meu abrigo
quando o teu ombro
fica perto do meu ouvido…

Murmuras silêncios
despidos de promessas
as melodias do meu ventre
são tudo aquilo que observas!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sangue em paixão

A madrugada iluminada
de murmúrios
os corpos em aromas de morango
com ritmos latinos
a vestir a fina pele…

As estrelas em esplendor
a lua na fase
brilhante
oculta ao olhar…

As penas leves
cobrem os corpos de suor
perfume jasmim
rosmaninho
no monte de alecrim
a rebolar as vestes
a enrolar os sorrisos
com a língua
a tragar a pura essência
quando te vestes de mim…

A aurora apressada
a manhã
no abrigo do sol
os fios a iluminar o quarto
eu e tu na luz de amor
com o sangue em paixão!


domingo, 2 de outubro de 2011

Flauta encantada

Recosto a cabeça
nas fases translúcidas do mar
danço a valsa
da flauta encantada
com o príncipe das marés!

Embarco no sonho
atravesso o rio
com o riso da infância
tatuado nas mãos …

Entrego as vestes
às notas de música
que faltam na pauta da vida
escrevo os sons
com a extremidade dos dedos
no veludo carmim
a contra luz da tua tez…

O teu perfume
é fresca maresia
que do meu ventre
escorre na plena alegria de respirar
com a boca colada ao teu ouvido!

Volúpias adocicadas nas areias de Verão!