sábado, 16 de janeiro de 2010

Diálogo de silêncio e sonho

Dentro dos meus olhos
Abre-se um longo espelho
Na transparência da tua alma leve.
Em mornas correntes de água
O meu corpo mergulha,
Devagar muito devagar
Na torre do silêncio
Que chama por mim.

Dois corpos espalhados
Em lençóis de pássaros,
Searas de vinho maduro
Em pastos verdes em chamas,
São inúmeros os aromas
Que nascem no peito
Quando os joelhos se unem
E os pulsos encontram
O movimento do sangue.

Sobem plumas de paixão
Movidas no ventre do amor
Escorrem pétalas de carinho
No centro do ninho.
Enfim os braços aperfeiçoam
Um laço nas alas do nosso sono
Renasce um diálogo de silêncio e sonhos!

Ana Coelho

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