quarta-feira, 1 de junho de 2011

O sol nasceu no meu âmbar

Era noite
o sol nasceu no meu âmbar
ao sentir o murmúrio
dos teus olhos
a deslizar pelo meu corpo
despido…

As fontes suavam
melodias
a concha em seiva
luminosa
procurava com os lábios
o mel do teu fulgor
erguido em velas
prontas a navegar
no arrepio dos dedos
que harpeavam
cordas de violino
pelos poros elevados da tez…

Os olhos dançavam
em silêncios
uma valsa de cortejos
no galopar alado
com os vestígios
da alma em levitação,
nas orlas das estrelas
com a cadência da lua cheia
em sofreguidão…


Ana Coelho

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