segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eternamente amor

Suave toque do piano
dedos em harmonia
penetram na epiderme da pele
golpe doce e terno
rasgado no peito onde pulsa o desejo
entro na tua alma
janela dos olhos
eleva ao céu o sorriso aberto.

Dedos cruzados no calor das mãos
silêncio que canta no olhar
intenso verso apaixonado
mudo
crescente nascer da aurora
eternamente amor
sem palavras homófonas,
espíritos coniventes
semântica efémera
cristal esculpido da pedra do tempo.

Despojado de dias
nas horas e minutos
cronometrados em segundos
construção sólida da cumplicidade.

Ana Coelho

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