quarta-feira, 22 de junho de 2011

À flor da pele

O corpo tem sede
dos dedos sedosos
que o fazem balançar!

O cabelo oscila ao vento
no dorso da viagem
que os corpos carentes
encontram nas encostas
a navegar…

Os suspiros de silêncio
descem
à flor da pele
com arrepios quentes
quando o mosto
se engole nas brasas
análogas…

Ao fundo das costas
as palavras mudas
abraçam o suor
em alucinação
que a terra recebe
no sossego das vozes
abafadas em volúpia!

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